Comercialização de imóveis usados cresce em São Paulo
O mercado de imóveis usados tem externado sinais de melhora. De acordo com levantamento do Secovi-SP, na primeira quinzena de agosto, as transações de compra e venda de imóveis usados aumentaram para 60% nas imobiliárias da capital paulista e de cidades do estado de São Paulo, em comparação com as duas últimas semanas de julho.
Os números refletem o melhor resultado já apurado desde o início da pesquisa, em abril. Para Marco Dal Maso, engenheiro e sócio diretor da Mario Dal Maso, apesar dos inúmeros impactos da pandemia sobre todos os setores da economia, as relações comerciais têm sido retomadas, principalmente para o mercado residencial. “Aos poucos, os planos que foram adiados em março, mês de início da pandemia, são retomados e as pessoas que estavam prontas para investir tendem a se sentir mais segura neste momento”, afirma Marco.
O mesmo levantamento mostrou que houve aumento no número de locações residenciais, com 44% das imobiliárias consultadas fechando mais contratos nesse mesmo período de agosto. “A mudança de rotina, com toda a família em casa e a adoção do home office pela maior parte das empresas fizeram com que muitas famílias percebessem a necessidade da locação de um imóvel maior ou ainda de uma casa ou apartamento mais próximo de seus familiares ou mesmo mais dentro do seu sonho ideal de moradia ”, reflete Marco Dal Maso.
O indicador de vendas e compra de imóveis usados tende a ser positivo neste ano se o interesse das pessoas em investir continuar neste ritmo. Há ofertas também para aqueles que optam por imóveis novos. Apenas na capital paulista, por exemplo, a última pesquisa realizada também pelo Secovi-SP, em junho, mostrou que a cidade tem 31.225 unidades disponíveis para venda (imóveis na planta, em construção e prontos, lançados nos últimos 36 meses).
“No balanço do ano, o mercado imobiliário que tange para imóveis residenciais deve ter números positivos, apesar da pandemia. Os investimentos foram um pouco menores, mas estamos longe de chegar ao patamar dos anos anteriores, nos quais o mercado passou por uma grande crise”, conclui Marco.
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