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Mudanças climáticas e condomínios: o Brasil está preparado? O calor intenso, as chuvas volumosas e os períodos de estiagem colocam novos desafios para a gestão dos condomínios. A infraestrutura dos empreendimentos, planejada para determinadas condições climáticas, precisa responder a situações cada vez mais exigentes, que afetam desde o conforto dos moradores até a conservação das áreas comuns e os custos de manutenção. O cenário brasileiro reforça essa preocupação. Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), 2025 foi marcado por ondas de calor, chuvas intensas e seca prolongada em diferentes regiões do País. Em São Paulo, a precipitação chegou a 125,4 milímetros em um único dia, em janeiro, um dos maiores acumulados registrados na cidade desde o início da série histórica, em 1961. Embora os riscos variem conforme a localização e as características de cada imóvel, a adaptação climática já precisa fazer parte do planejamento condominial. Telhados, fachadas, sistemas de drenagem, reservatórios e áreas externas estão entre os pontos que merecem atenção. Em períodos de chuva intensa, calhas obstruídas, ralos insuficientes e falhas na drenagem podem agravar alagamentos e infiltrações. A manutenção preventiva, a limpeza periódica dos sistemas de escoamento e a avaliação das áreas sujeitas ao acúmulo de água ajudam a reduzir vulnerabilidades. O calor também exige atenção. A exposição solar, a ventilação dos ambientes e as condições das áreas verdes influenciam o conforto térmico dos moradores. Arborização adequada, preservação de áreas permeáveis e soluções de sombreamento podem contribuir para amenizar as temperaturas, desde que sejam compatíveis com as características do empreendimento e acompanhadas de manutenção. A gestão da água é outro ponto importante. A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) alerta que as mudanças climáticas alteram o regime de chuvas, aumentando os riscos de secas e inundações e pressionando a segurança hídrica. Nos condomínios, medidas como identificar vazamentos, acompanhar o consumo, revisar equipamentos e avaliar sistemas de reaproveitamento de água podem ajudar a reduzir desperdícios. A instalação de novas soluções, porém, deve considerar a viabilidade técnica, os custos e as exigências aplicáveis. “A adaptação climática precisa entrar no planejamento dos condomínios. Conhecer as vulnerabilidades do empreendimento e estabelecer prioridades de manutenção são medidas importantes para reduzir riscos e preparar a estrutura para situações extremas”, afirma Bruno Dal Maso, diretor da Mario Dal Maso.
Planejamento para além da manutenção A preparação não depende apenas de grandes obras. O primeiro passo é identificar os riscos específicos do condomínio, considerando seu histórico de ocorrências, as condições da infraestrutura e as características do entorno. A partir desse levantamento, síndicos e conselhos podem estabelecer prioridades, prever investimentos e organizar procedimentos para situações de emergência. Também é importante reconhecer que parte dos problemas depende de ações externas ao empreendimento, como a capacidade de drenagem das vias, a conservação das redes públicas e o planejamento urbano. A adaptação dos condomínios precisa caminhar junto com iniciativas mais amplas de resiliência das cidades, sem transferir à gestão condominial responsabilidades que cabem ao poder público. A mudança do clima impõe desafios que vão além de episódios isolados. Incorporar esses riscos às decisões de manutenção e aos orçamentos permite que os condomínios se preparem melhor para preservar a segurança dos moradores, controlar despesas e conservar o patrimônio ao longo do tempo. |
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Mario Dal Maso NEWS é uma publicação da Mario Dal Maso • Rua dos Chanés, 95 - Moema • São Paulo/SP
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