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Mercado de luxo cresce com tecnologia, escassez de terrenos e novos perfis de investidores O mercado de imóveis de luxo no Brasil vive um momento de consolidação e, mesmo em meio às oscilações da economia, continua apresentando alta liquidez e valorização consistente. Mais do que status, esse segmento se firma como uma alternativa sólida de investimento, sustentada pela escassez de terrenos em áreas privilegiadas, pela qualidade das construções e pelos serviços agregados – um conjunto que protege o patrimônio e dá segurança ao investidor. Os dados recentes comprovam esse movimento. Nos primeiros meses de 2025, a procura por imóveis acima de R$ 1,5 milhão cresceu 19,3% em relação ao mesmo período de 2024, com +12,4% entre apartamentos. Em São Paulo, as vendas ultrapassaram R$ 7 bilhões no 1º trimestre (salto de 238,9% em volume financeiro), enquanto os lançamentos somaram 1.614 unidades de luxo — 22,5% do VGV do período. Os dados são de análise do Grupo OLX. “O comprador de alto padrão deixou de olhar só para o metro quadrado. Ele compara projeto, operação e tecnologia – do conforto acústico à automação e eficiência energética. Quando esses elementos entram na conta, o imóvel entrega uma experiência diária melhor e sustenta preços de referência”, afirma Mauricio Huerta, gerente de locação. Essa virada explica a adoção acelerada de automação residencial, sistemas de performance energética e plataformas digitais de gestão e visitação – hoje, praticamente pré-requisitos competitivos no topo da pirâmide. A geografia também é determinante. Bairros como Vila Nova Conceição, Jardim Paulistano, Itaim Bibi, Vila Olímpia, Brooklin, Indianópolis e Campo Belo registraram, em maio de 2025, tíquetes entre R$ 20 mil e R$ 35 mil/m², reafirmando o caráter prime dessas zonas e a escassez de terrenos disponíveis – vetor estrutural de preços no longo prazo. “O gargalo está na oferta qualificada. Nas melhores localizações, projetos bem especificados têm absorção rápida; não é euforia, é escassez combinada com produto certo”, complementa Huerta. O perfil da demanda também se sofisticou. Jovens empresários e executivos internacionais buscam flexibilidade e lifestyle premium; famílias tradicionais seguem ancorando a tese de reserva de valor; e investidores táticos perseguem liquidez e consistência. Exemplos recentes ilustram a curva: coberturas no Itaim Bibi, Vila Nova Conceição e Jardim Europa acima de R$ 70 milhões, além de condomínios de alto padrão em eixos como Cidade Jardim e no interior paulista, com procura sustentada, apesar da limitação de landbank. Em síntese, o luxo deixou de ser apenas um nicho aspiracional para se tornar uma classe de ativo com fundamentos próprios: localização escassa, especificação técnica superior, operação qualificada e tecnologia que reduz atritos de uso. Para o investidor, a leitura fina do timing de entrada/saída, do pipeline regulatório e da qualidade do produto é o que separa valorização estrutural de movimentos táticos de curto prazo – e é aí que mora a oportunidade. |
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