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Golpes imobiliários digitais aumentam e exigem atenção de proprietários

A digitalização das negociações imobiliárias transformou a forma como contratos, pagamentos e anúncios são realizados no setor. Ao mesmo tempo em que a tecnologia trouxe agilidade e praticidade para proprietários, locatários e compradores, também abriu espaço para o crescimento de fraudes eletrônicas cada vez mais sofisticadas.

Entre os golpes mais frequentes estão os falsos boletos, adulteração de dados bancários, anúncios clonados de imóveis e tentativas de fraude durante processos de locação e venda. Em muitos casos, criminosos utilizam informações reais e comunicação visual semelhante à de empresas do setor para enganar vítimas e obter pagamentos indevidos.

“O golpe do boleto falso é um dos mais recorrentes atualmente e costuma acontecer quando há falhas na conferência dos dados de pagamento ou utilização de canais inseguros de comunicação”, explica Hélio Coelho, Diretor Administrativo e Financeiro. “Muitas vezes o proprietário ou locatário acredita estar realizando um pagamento legítimo, mas os valores acabam sendo direcionados para contas fraudulentas”. Daí a importância de, antes de digitar a sua senha, verificar no seu aplicativo bancário se o beneficiário é realmente aquele a quem você quer efetuar o pagamento. Isto é importante porque os golpistas conseguem imitar quase que perfeitamente o boleto original, mas o nosso sistema de pagamento bancário atual, implantado pelo Banco Central, permite que possamos ver o real beneficiário antes de efetuar o pagamento.

O aumento das negociações realizadas de forma digital também exige atenção na validação de documentos, identidade das partes envolvidas e autenticidade das informações compartilhadas durante o processo.

Especialistas orientam que boletos, contratos e dados bancários sejam sempre confirmados diretamente com a administradora ou imobiliária responsável, preferencialmente por canais oficiais. Desconfiar de alterações repentinas de conta bancária, mensagens urgentes e links enviados por aplicativos também é uma medida importante de prevenção.

Além dos prejuízos financeiros, as fraudes podem gerar transtornos jurídicos e comprometer negociações em andamento, afetando tanto proprietários quanto inquilinos e compradores.

“O ambiente digital exige uma postura mais preventiva. A conferência cuidadosa das informações e o suporte de empresas estruturadas ajudam a reduzir riscos e trazer mais segurança para as operações”, destaca Hélio.

Nesse cenário, o papel da administradora ganha ainda mais relevância. Procedimentos internos de validação, acompanhamento das negociações e comunicação segura com clientes passaram a ser fatores essenciais para proteger as operações imobiliárias em um mercado cada vez mais digitalizado.

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