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O fim do home office: o que esperar do futuro do trabalho no Brasil

O home office, modelo que ganhou força durante a pandemia de Covid-19, está dando lugar a novos arranjos de trabalho nas grandes empresas, com destaque para o retorno dos modelos híbridos e 100% presenciais. A Swile Brasil, em parceria com a Leme Consultoria, realizou a pesquisa “Planeta Firma - Anuário de Benefícios Corporativos, Boas Práticas e Tendências para os Recursos Humanos”, que revela como as organizações e funcionários estão se adaptando às mudanças no mercado de trabalho. Entre os principais achados, o fim do home office surge como uma das tendências mais marcantes para os próximos anos.

A pesquisa, que analisou as perspectivas para os recursos humanos em 2025, apontou que 33% das empresas estão voltando a operar de forma totalmente presencial. Esse movimento reflete uma necessidade crescente das empresas em recuperar a interação entre os colaboradores, buscando maior inovação e fortalecimento da cultura organizacional. A tendência do trabalho híbrido, no entanto, continua forte, com muitas companhias optando por modelos que combinam flexibilidade e presença física.

“Ao longo da pandemia, vimos que a flexibilidade proporcionada pelo home office trouxe benefícios, mas também desafiou a conexão entre equipes e a continuidade da cultura organizacional. A busca por maior interação, inovação e desenvolvimento de habilidades levou muitas empresas a repensarem a necessidade do trabalho presencial”, afirma Marcelo Jardim, gerente de RH da Mario Dal Maso.

 

O retorno ao presencial

Grandes empresas como Amazon, Apple, Disney, IBM, Meta e Dell já adotaram o retorno ao escritório como uma medida obrigatória para seus colaboradores. O movimento, que tem ganhado força, é motivado pela necessidade de reestabelecer laços entre equipes e fortalecer o ambiente colaborativo.

O modelo 100% remoto, por sua vez, tem se mostrado com menor aderência. Embora a produtividade no home office tenha se mantido comparável à do trabalho presencial, as empresas sentem que a interação pessoal é essencial para inovação, troca de ideias e construção de uma cultura organizacional sólida. A pesquisa de tendências em RH também revela que os escritórios estão sendo repensados para se tornarem mais atrativos, promovendo qualidade de vida e incentivando a produtividade dos colaboradores.

“O escritório físico ainda é um local estratégico para criar ambientes colaborativos. A interação face a face, o compartilhamento de ideias e o sentimento de pertencimento à cultura da empresa são fatores fundamentais que o home office não consegue substituir totalmente”, explica Marcelo.

No Brasil, o modelo híbrido já se consolidou como o preferido, especialmente por aqueles que buscam equilibrar as vantagens do home office com a necessidade de interação presencial. A realidade é que o home office, embora não desapareça por completo, perderá força nos próximos anos, com um foco crescente na flexibilidade híbrida. Para as áreas de tecnologia, por exemplo, ainda há uma maior aderência ao trabalho remoto, mas em outros setores a tendência é que o modelo híbrido se imponha, com uma redução significativa do home office.

“A chave para o futuro do trabalho está no equilíbrio. As empresas devem encontrar formas de promover a flexibilidade sem perder a conexão com sua cultura e com o crescimento dos colaboradores”, destaca o gerente.

A adaptação ao fim do home office é uma realidade que muitas empresas já estão vivenciando. O que se espera é que, ao longo dos próximos anos, esse modelo se reduza, dando lugar a uma nova era de trabalho, mais dinâmica, colaborativa e adaptável às necessidades de todos os envolvidos.

 

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